Floresça-se, ervaria terapêutica
Floresça-se Curiosa

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Tem novidade no site!

O Floresça-se Curiosa está de volta — agora como um espaço pra voltar sempre, não só uma edição pra rolar uma vez. Aqui você encontra plantas, chás, alimentos, ciclos, cultura e as pessoas e projetos que caminham com a gente.

Porque curiosidade também é cuidado. ♡

Nesta edição

Destaques desta edição

Seção Raízes

Da terra para uma vida mais saudável

Raízes e tubérculos são alimentos simples, poderosos e cheios de histórias. Eles nutrem o corpo, fortalecem a saúde e conectam a gente com a terra.

Fonte de energia

Fornecem energia de forma lenta e constante.

Ricos em fibras

Ajudam no funcionamento intestinal.

Vitaminas e minerais

Fortalecem o sistema imunológico.

Mais saciedade

Contribuem para o equilíbrio do peso.

Conexão com a terra

Resgatam saberes ancestrais e valorizam nossa cultura.

Raiz, tubérculo, rizoma... é tudo a mesma coisa?

Eles são parentes, mas não são iguais. Cada um tem sua história, sua função e seus benefícios — e conhecer a diferença muda até a forma como a gente cozinha e aproveita cada um deles.

Raiz é a parte da planta que cresce para baixo da terra e tem como principais funções fixar a planta no solo e absorver água e nutrientes. Muitas raízes são comestíveis, como a cenoura, a beterraba, o rabanete e o nabo — costumam ser mais fibrosas e têm sabor marcante.

Tubérculo é um tipo de caule modificado que armazena reservas de energia, principalmente amido. Tem textura mais firme e é muito nutritivo: batata-doce, inhame, cará e mandioquinha são exemplos — mais ricos em carboidratos e com textura macia.

Rizoma é um caule que cresce horizontalmente, geralmente embaixo da terra, e também armazena nutrientes — além de dar origem a novas plantas. Gengibre e cúrcuma são os exemplos mais conhecidos, com sabor intenso e compostos bioativos.

E o bulbo? Também é um caule modificado, mas com folhas grossas e sobrepostas que armazenam energia — como cebola, alho e alho-poró, muito usados na culinária e ricos em compostos aromáticos.

"Na natureza, nada se perde. Tudo se transforma."

Dez raízes e tubérculos que você precisa conhecer

De sabores marcantes a texturas macias, essas são algumas das raízes e tubérculos mais presentes na nossa mesa — e cada um traz um jeito diferente de nutrir o corpo.

Raiz

Mandioca

Base da culinária brasileira, fonte de energia de longa duração.

Tubérculo

Inhame

Rico em fibras, ajuda na saciedade e na saúde intestinal.

Tubérculo

Batata-doce

Rica em betacaroteno, ótima aliada do treino e da imunidade.

Tubérculo

Cará

Textura macia, muito usado em caldos e purês.

Tubérculo

Mandioquinha

Doce e leve, boa opção para introdução alimentar.

Raiz

Cenoura

Fonte de vitamina A, crocante e versátil.

Raiz

Beterraba

Rica em antioxidantes, dá cor e sabor marcante aos pratos.

Rizoma

Gengibre

Termogênico natural, ótimo em chás e temperos.

Raiz

Nabo

Leve e levemente picante, ótimo assado ou em sopas.

Rizoma

Araruta

Fonte de amido de fácil digestão, tradicional na culinária caseira.

Dia 23 — toda semana, uma raiz no seu prato

Um convite recorrente para reconectar o prato com a terra. Inclua uma raiz ou tubérculo na sua alimentação e sinta a diferença.

Vida de Erveira

Plantas, histórias e saberes que curam

A cada edição, uma planta ganha destaque — com suas tradições, seus cuidados e o passo a passo do chá.

Artemísia: uma aliada ancestral

A Artemísia (Artemisia vulgaris) é uma planta medicinal conhecida há séculos em diferentes culturas. Valorizada por suas propriedades tradicionais, ela está presente em rituais, chás e preparações que atravessam gerações.

É considerada uma planta de proteção, limpeza e equilíbrio, além de ser associada ao feminino, aos ciclos da vida e à intuição. Na tradição popular, a Artemísia é conhecida como a planta das mulheres.

Tradição e cultura — é utilizada em diversas tradições ao redor do mundo, dos povos indígenas à cultura popular europeia e asiática. É conhecida por estar presente em momentos de transição, em rituais de passagem e como planta de conexão espiritual.

"Existem plantas que nos lembram da nossa força silenciosa."

Como preparar o chá — uma colher de chá da planta seca para 250 ml de água quente. Deixe em infusão por 5 a 10 minutos, coe e aproveite. Um momento de pausa para cuidar de você.

Na próxima edição: uma nova planta, uma nova história

Cada mês, um novo chá ganha espaço aqui — com suas tradições, seus cuidados e o passo a passo de preparo.

Artigos

Ciência, corpo e reflexão

Estudos, pesquisas e leituras selecionadas pela Ana Paula Leijoto pra aprofundar o que a gente conversa por aqui — sempre com a ciência como ponto de partida.

Seção novinha em folha! Esse primeiro artigo veio de uma indicação da própria Ana Paula — mais leituras devem entrar aqui com o tempo.

Menopausa não é o fim: o que acontece com o ovário depois da vida reprodutiva?

Por muito tempo, a ideia predominante era que, depois da menopausa, o ovário simplesmente "desligava". A produção dos principais hormônios ovarianos diminui, os ciclos menstruais terminam e a função reprodutiva chega ao fim. Mas será que isso significa que o ovário deixa de ter atividade?

Um estudo publicado em 2026 na revista Molecular Human Reproduction traz uma perspectiva interessante: talvez o ovário continue biologicamente ativo mesmo depois de perder sua função reprodutiva.

O que os pesquisadores descobriram?

Pesquisadores estudaram ovários de camundongos em diferentes fases da vida: jovens, em idade reprodutiva, animais com envelhecimento reprodutivo e animais já na fase pós-reprodutiva. Eles observaram que, com o envelhecimento, o ovário passa por mudanças importantes.

Os folículos — estruturas que contêm os óvulos — praticamente desaparecem. Ao mesmo tempo, o tecido ovariano sofre uma remodelação, com aumento de colágeno e sinais de fibrose. Mas a mudança mais curiosa foi observada no comportamento molecular do órgão.

À medida que o ovário envelhece, sua atividade genética deixa de estar predominantemente relacionada à reprodução e passa a apresentar características associadas ao sistema imunológico e à inflamação. Os pesquisadores encontraram maior presença de células como linfócitos T, macrófagos e células gigantes multinucleadas, além de alterações na expressão de genes relacionados à apresentação de antígenos, ativação de leucócitos e outras funções imunológicas.

O ovário vira um órgão do sistema imunológico?

Não exatamente — e esse é um ponto importante. Quando os pesquisadores dizem que o ovário adquire um perfil "immune-like", ou semelhante ao imunológico, eles não estão afirmando que ele literalmente se transforma em um órgão do sistema imune, como o baço ou os linfonodos.

A ideia é que, depois da perda da função reprodutiva, o ambiente do ovário passa a apresentar características celulares e moleculares semelhantes às encontradas em processos imunológicos e inflamatórios. É uma mudança de identidade funcional bastante interessante.

E por que isso importa?

Porque pode mudar a maneira como enxergamos o envelhecimento feminino. Se o ovário pós-reprodutivo continua produzindo sinais e interagindo com outras células, talvez ele não seja apenas uma estrutura que perdeu sua função reprodutiva. Os autores levantam a possibilidade de que o ovário envelhecido produza mediadores inflamatórios capazes de atuar também fora dele, influenciando outros tecidos do organismo.

Mas aqui é importante separar descoberta de hipótese. O estudo não prova que o ovário seja responsável pelo envelhecimento do corpo, nem que ele cause as doenças que aparecem com maior frequência depois da menopausa. O que ele mostra é que existe uma atividade biológica no ovário pós-reprodutivo que merece ser estudada com muito mais atenção.

O ovário realmente fica "inativo" depois da menopausa?

Talvez não. Além das descobertas feitas nos camundongos, os pesquisadores destacam evidências anteriores de que ovários humanos após a menopausa ainda podem produzir pequenas quantidades de hormônios, principalmente testosterona e outros andrógenos, além de quantidades menores de estrogênios.

Ou seja: perder a capacidade de ovular não significa necessariamente que todas as atividades do ovário desapareçam. O órgão muda. E essa mudança pode ser muito mais complexa do que simplesmente "parar de funcionar".

Uma nova pergunta sobre a menopausa

A grande contribuição desse estudo talvez esteja justamente em mudar a pergunta. Em vez de pensar apenas "o que acontece quando o ovário para de produzir hormônios?", podemos começar a perguntar: "o que o ovário passa a fazer depois que sua função reprodutiva termina?"

Essa diferença parece pequena, mas pode abrir uma nova área de investigação sobre menopausa, envelhecimento e saúde feminina. Os pesquisadores sugerem que entender esse ambiente inflamatório do ovário pós-reprodutivo pode, no futuro, ajudar a investigar novas estratégias para preservar a saúde ao longo do envelhecimento — inclusive abordagens que não dependam necessariamente da reposição hormonal. Mas isso ainda é uma possibilidade para pesquisas futuras.

O que ainda precisamos descobrir?

O estudo foi realizado em camundongos, e não em mulheres — por isso, não podemos simplesmente transferir seus resultados para o organismo humano. Além disso, os próprios pesquisadores reconhecem limitações importantes: como foi utilizada uma análise de expressão gênica em tecido ovariano como um todo, ainda não é possível determinar com precisão quais células são responsáveis por todas essas mudanças.

Novos estudos, utilizando técnicas como análise de célula única e rastreamento da origem celular, poderão ajudar a responder essas perguntas — e também entender se essas alterações observadas no ovário realmente influenciam outros órgãos e, principalmente, se isso tem alguma consequência relevante para a saúde das mulheres.

Talvez o ovário não seja apenas sobre reprodução

Durante muito tempo, o ovário foi enxergado principalmente pela sua função reprodutiva: produzir óvulos e hormônios relacionados à reprodução. Mas o envelhecimento mostra que a história pode ser mais complexa. Depois da vida reprodutiva, o ovário muda profundamente — mas não necessariamente se torna biologicamente irrelevante. Ele pode continuar sendo um tecido ativo, com células, sinais moleculares e interações que ainda estamos começando a compreender.

"Menopausa não é o fim. É uma mudança de ciclo — e a ciência ainda está descobrindo tudo o que acontece dentro dele."

Referência

Converse A, Dipali SS, Schowe IP, et al. The post-reproductive ovary shifts from a reproductive to an immune-like organ. Molecular Human Reproduction. 2026;32(2):gaag038. DOI: 10.1093/molehr/gaag038.

Ler o estudo completo →

Mais leituras em breve

Novos artigos e estudos entram aqui conforme a gente for selecionando — sempre com curadoria e as fontes originais linkadas.

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Podcast · Ana Paula

Biomédica, acupunturista e terapeuta integrativa, criadora do Método PONTE — 27 anos de saúde, 19 deles focados na saúde da mulher. Também é escritora do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar. Perfil pessoal: @anapaulaleijoto.

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O Livro

A Brisa da Rua Me Faz Pensar

Um projeto independente de Ana Paula Leijoto, fundadora da Floresça-se — sobre território, corpo e pertencimento.

Capa do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar, de Ana Paula Leijoto

Existe algo que a rua ensina. O vento que atravessa o bairro. A água que corre — ou que falta. O silêncio que pede cuidado.

A Brisa da Rua Me Faz Pensar nasceu dessa escuta do território, dessa relação entre corpo, cidade e natureza. Mais do que um livro, é um convite para olhar ao redor com mais presença.

  • 🌿 Pertencimento
  • 💧 Responsabilidade ambiental
  • 🏘️ Cuidado com os espaços que habitamos
  • 🤝 Cidadania que começa dentro de nós

A obra nos convida a perceber que o lugar onde vivemos também faz parte de quem somos — e que cuidar dele é uma responsabilidade compartilhada.

Porque, quando a brisa toca a rua,
ela também toca a nossa consciência.

📖 Disponível em versão impressa, e-book e audiolivro

Um projeto independente que acredita que toda transformação começa pelo sentir.

Saiba mais
Página do interior do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar
Uma página do livro

Lançamento — 2025

Um brinde ao livro, em boa companhia

Registros do dia em que A Brisa da Rua Me Faz Pensar ganhou as mãos de suas primeiras leitoras.

Sobre Nós

Quem faz a Floresça-se florescer

Ana Paula Leijoto, a ervaria terapêutica, o grupo de mulheres que se encontra na lua e o podcast que virou casa. Quatro histórias, um só caminho.

Quem é Ana Paula Leijoto?

Biomédica, acupunturista e terapeuta integrativa, atuo há 27 anos na área da saúde e há 19 anos com foco na saúde da mulher.

Em 2005, realizei especialização em Doenças Neurológicas e Impotência Sexual pela University Tian Jin, na China, ampliando minha experiência com a Medicina Tradicional Chinesa e suas possibilidades de cuidado.

Ao longo da minha trajetória, estruturei uma forma de atendimento multidisciplinar e integrativa, unindo diferentes conhecimentos e práticas para olhar cada pessoa de maneira individual — considerando corpo, emoções, hábitos e contexto de vida.

Hoje, meu trabalho é também ensinar cada pessoa a compreender melhor os sinais do próprio corpo e construir caminhos de cuidado mais conscientes.

Meu jeito de cuidar ganhou um nome: Método PONTE — uma forma de conectar conhecimentos, pessoas e possibilidades de cuidado.

Ana Paula Leijoto sorrindo

Ana Paula Leijoto

Método PONTE

Corpo, mente, emoções e energia em harmonia para uma vida mais leve e consciente — seis frentes de cuidado que se conectam.

Terapia Yin Yang

Acupuntura e fitoterapia.

Terapia Preventiva

Iridologia, florais e aromoterapia, e biorressonância para alergia alimentar tardia.

Terapia do Toque

Shiatsu, bioenergética, ventosas e balanceamento muscular via mandíbula/maxilar, spiral tape.

Terapia Minuto

Chakras e cristais, reflexologia, auriculoacupuntura.

Terapia Vibracional

Reiki, aromoterapia, radiestesia e cromoterapia (com feng shui — cura de ambiente).

Terapia do Movimento

Lian Gong, Saúde Feminina — Casa de Força e respiração meditativa.

Onde a ciência encontra a natureza

Espaço onde ciência e ancestralidade se encontram para trazer equilíbrio e bem-estar. Perfumes terapêuticos, óleos para dor e águas Floresça-se.

A Floresça-se Ervaria Terapêutica nasceu em novembro de 2018, a partir da minha necessidade de dar asas à minha intuição — aquela que, muitas vezes, precisa ser contida dentro dos atendimentos.

A Floresça-se também nasce do encontro entre minha experiência profissional e minha vivência em aldeia indígena, onde aprendi a olhar para as ervas, os aromas e a natureza com respeito, curiosidade e encantamento.

Tudo começou com o primeiro perfume natural, Mulher, Flor em Folha. Depois dele vieram outras 13 misturas, cada uma com sua identidade e seus nomes peculiares, como Pense Organizado, Luz Dourada e Rosa Cumaru.

E o encantamento pelas ervas só cresceu. Vieram os óleos para dor, as pomadas para pequenos machucados e outras criações que unem natureza, cuidado, conhecimento e intuição.

A Floresça-se é, para mim, um espaço onde a ciência encontra a natureza — e onde a intuição também pode florescer.

Um grupo de transformação, na vibração lunar

Há momentos em que tudo o que precisamos é de um lugar seguro para sermos ouvidas.

A Ciranda das Lobas nasceu para reunir mulheres que desejam compartilhar histórias, fortalecer vínculos e aprender formas naturais de cuidar da saúde. Entre conversas, acolhimento e trocas, vamos conhecer a aplicação das ervas e chás, banhos de assento e vaporização uterina, além de prepararmos juntas um spray de ervas para levar para casa.

Agenda aberta — entre em contato para reservar sua vaga. Algumas pautas também acontecem online neste projeto, como meditação guiada, conversas sobre travessias, cura, autocuidado e mais. Fique ligada na comunidade para participar.

Velozes & Harmoniosas

Em 2001, Velozes & Harmoniosas era meu programa de rádio — uma paixão que, por circunstâncias da vida, precisou ficar adormecida.

Em janeiro de 2018, uma amiga me perguntou: "Por que você não monta um podcast?". Fui estudar, descobri um novo universo e me apaixonei pela ideia. Em fevereiro daquele ano nasceu o podcast Chatinha Natureba, apelido que ganhei dos meus pacientes.

O projeto caminhou por um tempo, até ficar em silêncio por cerca de dois anos. Então, mexendo em coisas guardadas, reencontrei aquela paixão antiga: Velozes & Harmoniosas. E veio a pergunta: por que ainda não rebatizei o podcast? Assim, uma paixão adormecida ganhou voz novamente.

Hoje, Velozes & Harmoniosas é um espaço para conversar sobre saúde, práticas de saúde integrativa, experiências vividas, desabafos e assuntos que atravessam a vida — sempre buscando compartilhar informação pertinente e, de alguma maneira, ajudar o próximo.

Algumas paixões não desaparecem. Elas apenas esperam a hora de voltar a florescer.

Assista, ouça e acompanhe

Todo episódio novo entra primeiro no canal do YouTube — é lá que a conversa fica completa, em vídeo.

Agenda Cultural

Plante na sua rotina o que faz você florescer

Encontros que cultivam conhecimento, bem-estar e boas companhias.

TodaSexta

A Ciranda das Lobas

Live ao vivo

Vamos conversar sobre travessia, encontros, cura, autocuidado e a força de caminharmos juntas.

Participe ao vivo! Tire dúvidas, conheça os detalhes e sinta a energia da Ciranda.

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